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Realizam-se anualmente, começando no segundo fim-de-semana de Agosto e
prolongando-se por mais alguns dias e homenageiam três figuras da terra:
o forcado, o salineiro e o campino.
As festividades
taurinas, com particular destaque para as largadas de touros, são um dos
pontos altos.
Também muito apreciada é
a tradicional noite da sardinhada. Começa à meia-noite de sábado para
Domingo e prolonga-se madrugada dentro, nas ruas típicas da vila, onde
são oferecidas sardinhas assadas, pão e vinho.
Nesta noite (sábado para domingo) o tempo parece parar e, Alcochete é,
por momentos, o centro do Mundo. Nos improvisados fogareiros de rua,
estrategicamente distribuídos, há sardinhas, febras, entremeadas... e,
claro, o vinho, distribuídos generosamente por todos os transeuntes que
os queiram consumir. Nada mais importa, salvo a confraternização e a
alegria esfusiante de cada um. Surge a “charanga” com um som
contagiante, rodeada de uma multidão de foliões. Até o Sol raiar,
Alcochete canta e dança...
Carismática desde sempre é, também, a realização da homenagem às três
figuras centrais que os festejos honram – o forcado, o salineiro e o
campino. Uma tradição distinta, precedida por um cortejo de invulgar
composição, cor e beleza. Um verdadeiro ex-libris das Festas do Barrete
Verde e das Salinas.Na dimensão religiosa da
festa, o ponto alto é a procissão por terra e mar com a imagem de Nossa
Senhora da Vida que chega à vila a bordo de uma embarcação típica do
Tejo.
Não só pela beleza que encerra em si, como também pela forma como é
levada a efeito, por Mar e por Terra.
A Procissão em Honra de Nossa Senhora da Vida, no Domingo, é a fé de
mãos dadas com a devoção a fluir numa terra onde a tradição, exibida com
orgulho e brilhantismo, segue os mais fortes pergaminhos da cultura
portuguesa.
Depois, a par da vertente dos espectáculos musicais, as
tradicionais largadas, que decorrem ao longo dos dias de
comemorações. Enchem as ruas com verdadeiras multidões, envoltas
em frenéticas ondas de êxtase, alegria e coragem
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