Presépio de Natal na Junta de Freguesia

As festividades natalícias já chegaram à Junta de Freguesia de Alcochete. Os trabalhadores montaram um presépio para assinalar a data.

A infância de Jesus corresponde ao ciclo litúrgico do Natal, cujos temas se dividem em quatro episódios, narrados em passagens dos evangelhos: a Natividade, a Apresentação do Menino no Templo, a Fuga para o Egipto e o Menino Jesus entre os Doutores. Presépio, que em latim significa estábulo, é uma representação do nascimento de Jesus. O Evangelho de S. Lucas (2:1-14), relata o nascimento de Jesus, no entanto, não faz nenhuma referência à sua data.

O dia 25 de dezembro foi adotado em meados do século IV, coincidindo com a celebração do solstício de inverno e as suas festividades pagãs, numa tentativa de cristianizar rituais pagãos. Deste modo, o Natal para além de uma solenidade litúrgica é também uma festa popular e universal.

Desde o século IV que o Nascimento de jesus é tema das artes plásticas nos espaços religiosos. No entanto, é no século XIII que S. Francisco de Assis, com o objetivo de tomar a liturgia do Natal mais acessível e próxima dos fiéis, criou uma encenação invulgar, transpondo o espaço religioso para a natureza os festejos de Natal. Este episódio marcou o início da difusão do culto da Natividade, expresso através de representações. Por toda a Europa, nos conventos e igrejas da Ordem, os frades franciscanos foram os verdadeiros pioneiros do Presépio. As representações da temática passam a integrar elementos cénicos que se mantêm nos presépios dos séculos seguintes.

Mas é no século XVI, quando as figuras da Noite Santa ganham autonomia e se libertam das paredes dos retábulos, que a verdadeira história do Presépio se inicia. Por esta altura começam a surgir pequenos grupos de figuras de vulto, numa primeira fase articuladas, mas que gradualmente evoluem para a forma que hoje reconhecemos como a principal característica dos presépios e que a distingue de outras formas de representação do tema: ser modificável.

A partir do século XIX, o Presépio é adotado pela arte popular, passando as suas criações a apresentar um caráter cada vez menos lúdico, ao ponto da criação dos presépios monumentais cair em desuso e passar para segundo plano, no século XX, com a introdução da Árvore de Natal.

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