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O topónimo "Alcochete" crê-se derivar de uma expressão árabe que
significa "forno" e aparece referenciado, desde o ano de 308, em fontes
históricas, apesar de não existirem, até ao momento, quaisquer tipos de
vestígios da presença árabe na região.
No entanto, não é possível, ao certo, saber de quando data a sua
fundação.
Há outras fontes que levantam a hipótese da mesma ter sido entre os
séculos VII e IX, outras ainda, referem que foi após a conquista de
Lisboa aos árabes por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, no
séc. XII.
Vários foram os reis que atribuíram importância a Alcochete. D. João I e
D. João II passaram aqui longas temporadas de repouso e de lazer e o
infante D. Fernando – irmão de D. Afonso V – chegou mesmo a estabelecer
aqui a sua residência, na qual viria a nascer, em 1469, o futuro rei D.
Manuel I, monarca que atribuiu foral à vila de Alcochete, em 17 de
Janeiro de 1515.
Nos séculos XVII e XVIII verificou-se um acentuado desenvolvimento da
exploração do sal e do negócio da lenha.
O concelho foi extinto
em 1895, por decreto, e restaurado três anos depois após empenhadíssimas
manifestações de protestos por parte da população.
O primeiro encontro do
visitante com o coração da vila de Alcochete é, muitas vezes, o
Miradouro das Palmeiras, hoje denominado “Miradouro Amália Rodrigues”. O
encanto da muralha a bordejar o rio, convida-nos à descida, em direcção
à Igreja de Nossa Senhora da Vida, passando pelo casario do Bairro das
Barrocas (constituído por casas onde, outrora, residiam os marítimos e
pessoas ligadas ao mar) e desembocando na Igreja da Misericórdia, junto
à ponte-cais. É obrigatório percorrer a ponte-cais para cheirar e sentir
a maresia ouvindo o calmo enrolar das ondas na maré-cheia, o baloiçar
dos barcos, o piar das gaivotas…
Ao cair da tarde, é
forçoso prolongarmos o passeio ao Jardim do Rossio, mergulhados no verde
ou encostados ao rio e seguir até à Praia dos Moinhos onde o pôr-do-sol
é inesquecível.
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