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Breve História do Associativismo
O ser humano é, por
natureza, um ser sociável, pelo que desde sempre existiram
associações.
Em Portugal, o
Movimento Associativo, como o conhecemos hoje, remonta ao séc.
XIX e tem na base dos seus fundamentos os princípios da
Revolução Industrial Inglesa (séc. XVII) e da Revolução Francesa
(séc. XVIII).
Na génese do
Movimento Associativo Português está também o facto de, em 1834,
terem sido abolidas as corporações de artesãos, o que fez com
que as pessoas se associassem para minimizarem as dificuldades
que viviam (falta de uma estrutura que as protegesse em situação
de fragilidade). A título de exemplo podemos referir que a
primeira Associação popular data de 1838 e era a “Sociedade dos
Artistas Lisbonenses”. De 1772 data a mais antiga Filarmónica de
que há registo (Oliveira de Azeméis); a primeira agremiação
desportiva data de 1811 – Real Associação Naval de Lisboa.
Em jeito de síntese
podemos dizer que subjacente à criação do Movimento Associativo
estão os seguintes valores: solidariedade/fraternidade;
independência/autonomia; democracia/cidadania e trabalho
voluntário. Desde os seus primórdios até aos dias de hoje,
várias foram as etapas pelas quais foi passando, sempre
associado à conjuntura sócio-política.
Importa ainda
referir que, durante o antigo regime, as diferentes associações
e os seus dirigentes tiveram um papel determinante em muitas
comunidades.
Hoje, em algumas
comunidades, assistimos àquilo a que alguns designam por crise
do Movimento Associativo. Contudo, os números são
impressionantes:
Associações – 18
mil; Associados – 3 milhões; Dirigentes eleitos – 234 mil;
Colaboradores/Seccionistas – 54 mil; Praticantes – 2,5 milhões
(actividades desportivas, bandas filarmónicas, escolas de
música, tunas, coros, folclore, etnografia, música tradicional,
dança, teatro amador…)
A nossa freguesia
pode, a este nível, ser considerada bastante dinâmica, conforme
a seguir se demonstra:
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